Zanin diz que decisão do plenário que manteve Couto no governo do RJ permanece válida

  • 24/04/2026
(Foto: Reprodução)
O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio Rafael Oliveira/TJRJ O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (24) que o cargo de governador do Rio de Janeiro deve seguir com Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado. A decisão se deu a partir de pedido ao ministro feito pelo PSD, partido do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, pré-candidato a governador nas eleições de outubro. Na ação, o PSD pedia que Zanin confirmasse decisão liminar do ministro, de março. A ação do PSD chegou ao Supremo após pedido feito, também ao STF, pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL). Ruas pede que a Corte transfira para ele o cargo de governador. O pano de fundo da batalha jurídica é a disputa entre Douglas Ruas e Eduardo Paes, ambos pré-candidatos a governador nas eleições de outubro. A lógica do pedido de Ruas ao STF é de que a linha sucessória no Estado seria: na ausência do governador eleito, assume o presidente da Alerj e, na falta do presidente da Alerj, assume o presidente do TJ-RJ. Porém, quando o posto do então governador Cláudio Castro (PL) ficou vago, o de presidente da Alerj também estava vago. Por isso, o cargo foi para o presidente do TJ. O pedido de Ruas ainda não foi analisado pelo STF. Decisão do STF se mantém, diz Zanin Na decisão desta sexta-feira sobre a ação do PSD, Zanin diz que a eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj poderá apenas produzir efeitos na Casa Legislativa, mas não altera a decisão do plenário do Supremo. O ministro afirma que não precisaria proferir nova decisão além da de março, pois a permanência de Couto no governo do Rio de Janeiro já foi determinada pelo plenário do STF e permanece válida. Douglas Ruas foi eleito presidente da Alerj em 17 de abril. Na quinta-feira (23), a Mesa Diretora da Assembleia entrou com ação no Supremo pedindo que o cargo de governador fosse transferido de Ricardo Couto para Douglas Ruas. Crise institucional no RJ O Estado do Rio de Janeiro vive uma crise institucional após a cassação do mandato do então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e a saída do ex-governador Cláudio Castro (PL), que renunciou às vésperas de ser cassado e ficou inelegível por 8 anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Após a renúncia de Castro, o presidente da Alerj deveria ser o próximo a assumir o governo porque o RJ já estava sem vice-governador desde maio de 2025. Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Com a dupla vacância no Executivo, o STF passou a analisar como deve ser feita a escolha do novo governador — se por eleição direta ou indireta — e determinou, em decisão liminar, que o comando do estado ficasse provisoriamente com o presidente do Tribunal de Justiça. A decisão final sobre o formato da eleição (direta x indireta) foi interrompida após um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Flávio Dino. O placar estava em 4 a 1 por eleições indiretas.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/andreia-sadi/post/2026/04/24/zanin-diz-que-decisao-do-plenario-que-manteve-couto-no-governo-do-rj-permanece-valida.ghtml


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